Você sabe de onde vem o que você come? Da fazenda? Da indústria? Do pequeno produtor de orgânicos? Para descobrir basta ler o rótulo, não é mesmo? Nem sempre! Existem informações fundamentais para a a nossa saúde alimentar que não estão ali, nas embalagens.
Detalhes "ocultos" que começam a ser conhecidos através da rastreabilidade dos alimentos. O nome é complicado, mas o processo é bem simples! E parte da ideia de que tudo que é produzido tem uma identidade e, portanto, merece um registro digital!
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| Salvo os potadores de mutações genéticas, todos nós temos impressão digital! Foto: imageafter.com |
Detalhe curioso (pra quem adora conhecer a origem das coisas): esse desenho tão simples (e complexo ao mesmo tempo) foi criado a partir da combinação de duas tecnologias existentes: o código Morse a as bandas sonoras dos filmes. Dá pra acreditar? Genial, né!
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| Código de barras: bastante popular! Foto: elpnow.com |
Até o dia que o uso da internet ultrapassou os limites da academia e o acesso a ela se tornou mais democrático. Milhões de pessoas passaram a ter um celular plugado à rede mundial de computadores e diversos programas para esse novo "brinquedinho" foram inventados.
Um destes aplicativos foi o leitor de código de barras que, agora, não tem mais só a função de catalogar produtos da indústria. Ele também nos permite conhecer a origem do alimento que está sendo vendido pelo ramo alimentício.
"Detalhe" que, até hoje, pode ter passado despercebido por você mas que está lá, no rótulo de praticamente todos os itens que você comprou ontem no supermercado.
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| Foto: espacoorganicoenatural.com.br |
Para tanto, basta instalar um programa de leitura de código no seu smartphone, acessar o aplicativo, enquadrar as barrinhas na tela e obter, automaticamente o bar code informado pelo programa (uma sequência numérica enorme).
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| Rastreando seu produto no site do Carrefour. |
Para os produtos não comprados em uma dessas duas redes o leitor até funciona (vai informar o código numérico - que não será identificado nem pelo Carrefour e nem pelo Walmart - sim, eu testei) mas não serve pra nada porque vai te direcionar, apenas, para sites de venda, que informam o básico. E o básico você já tem no rótulo, né?
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| Rastreando seu produto no site do Walmart. |
Aquela figura esquisita, formada por quadrados e pontos, é "lida" pelo aplicativo e convertida em um texto, um link, uma imagem, um e-mail, um site.
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| O QR Code pode estar relacionado à qualquer informação. Basta decodificá-lo! Foto: cartilha rastreabilidade Sebrae. |
Basta acessar um site gerador de código (eu só uso o br.qr-code generator.com), selecionar a opção do que deverá conter no símbolo e mandar gerar a imagem (que fica pronta na hora). Aí é só enviá-la, imprimi-la ou colocá-la numa arte virtual.
Claro, como toda tecnologia, o sistema custa caro e ainda não é disponibilizado por todos os vendedores de produtos alimentícios. Na verdade, nos últimos anos, o QR Code tem sido muito usado mesmo ações de marketing e comunicação.
Mas esse cenário está mudando e a tecnologia de rastreabilidade dos alimentos, aos poucos, começa a incorporar o QR Code nos rótulos.
"Evolução"que já pode ser presenciada em dois hipermercados atuantes no Brasil. No Carrefour e no Grupo Pão de Açúcar (Pão de Açúcar e Extra) o QR Code já pode ser visto nas gôndolas de quase todos os produtos vendidos.
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| Carne vendida pelo Carrefour: código de barras e QR Code! Foto: beefpoint.com.br |
E é por isso que eu só vou às compras com celular na mão, rastreando todas marcas! Principalmente as desconhecidas que oferecem grandes vantagens como preço bem abaixo do normal ou com rótulos destacando as qualidades "sem conservantes" e "produto orgânico".
Hábito tão simples e necessário que virou campanha do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC).
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| Campanha "De Onde Vem?" do IDEC pela rastrealibidade dos alimentos! |
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| Arte adaptada do site: paripassu.com.br |
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| Com a decodificação do QR Code dá para saber se o alimento é seguro ou não. Foto: saude.pr.gov.br |
Lembrando que, especificamente em relação às possíveis substâncias alergênicas, a ANVISA determinou também que, a partir de julho desse ano, a indústria alimentícia deverá identificá-las nos rótulos de todos os produtos industrializados.
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| Foto: portaldoagronegocio.com.br |
Apesar das maravilhas proporcionadas pelo uso do QR Code, informar a origem e o caminho percorrido pelos alimentos até o supermercado ainda não é obrigatório no Brasil.
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| Foto: paranacooperativo.coop.br |
E outra boa notícia: se você ainda não sabe o que está comendo, pelo menos os grandes varejistas de alimentos já sabem o que estão comprando.
Através do RAMA, programa de rastreabilidade e monitoramento de frutas, legumes e verduras, os supermercados têm a oportunidade de selecionar (de maneira consciente) os produtos que irão chegar até a nossa casa.
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| Programa desenvolvido pela Associação Brasileira de Supermercados. Foto: agrosoft.org.br |
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| Arte da tabela: idec.org.br |
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| QR Code: do campo para o seu celular... Foto: fapesc.sc.gov.br |
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| QR Code: infinitas possibilidades! Foto: cidasc.gov.br |
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